Com o tema “Laboratórios, hackerspaces e outros espaços de comunidades locais”, a mesa 3 do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul, realizada em 22 de novembro de 2018, procurou abordar as características, potencialidades, limites e desafios desses espaços comunitários no chamado Sul global. Mediada por Daniel Cotillas, do coletivo Nodo Común, e Bia Martins, deste Em Rede, a mesa teve como convidados Esaú Acosta, da Civics y Mares (Espanha), Sol e Candy, do HackLab Feminista La Chinampa e Insubordinadas (México); Karina Menezes, do Raul Hacker Club (Brasil); Carlos Diego, da Baia Hacker, (Brasil); Inés, do espaço hackfeminista La Bekka; coletivo do Barracón Digital (Honduras). Leia a relatoria na íntegra.

Para os próximos anos, nos comprometemos a seguir os esforços de tornar a cultura livre um movimento que, além de lutar por tecnologias, produtos e práticas culturais não proprietárias, também batalhe pela redução da desigualdade social de nossos continentes a partir do ativismo pela liberdade do conhecimento em prol de comunidades mais justas, autônomas, igualitárias, respeitosas e livres.

"A questão nova que a sociedade contemporânea está sendo exigida a lidar não são as fake news, mas a pós-verdade. Nesse cenário, o que se torna verdade é aquilo que viraliza, o que consegue mobilizar o maior número de pessoas - passamos, assim, da verdade como representação para a verdade como performance. Uma informação é tida como verdadeira, por exemplo, não porque é comprovada por uma pesquisa científica, mas porque foi compartilhada por mil pessoas." Leia o novo artigo de Victor Barcellos, no Em Rede.

As videoconferências do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul foram realizadas de 21 a 23 de novembro. Debates riquíssimos de pessoas de diferentes projetos em diversos países que relataram suas experiências e trouxeram uma série de questões à discussão: o que é Cultura Livre do Sul, quais suas prioridades e desafios? Como garantir a sustentabilidade desses projetos na prática? Um diálogo muito rico que, esperamos, tenha gerado conexões e redes. #CulturaLS18

Nas últimas décadas foram criados vários tipos de espaços comunitários, como laboratórios cidadãos e hackerspaces, por todo o planeta e também no Sul global. Com diferentes formatos e objetivos, seus participantes em geral compartilham os valores da produção colaborativa e do uso de tecnologias livres. Inseridos em diferentes contextos, mais carentes ou mais abundantes, esses espaços têm sido polos irradiadores dos valores do conhecimento livre e da cultura livre. Mas como tem sido essa experiência? Quais suas potencialidades, limites e desafios? 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul #CulturaLS18

O Em Rede está participando - junto com os coletivos Baixa Cultura, Ártica, Nodo Común, Rede das Produtoras Culturais Colaborativas e Ediciones de la Terraza - da organização do 1° Encontro Online de Cultura Livre do Sul, que pretende levantar o estado da arte, mapear e conectar as iniciativas de cultura livre no chamado sul global. O encontro será totalmente online, de 21 a 23 de novembro, com seis mesas de trabalho. É possível participar enviando relatos de experiência, postando comentários ou perguntas aos debates, contribuindo com o mapeamento de iniciativas e com recomendação de bibliografia sobre o tema.  As inscrições vão até 31 de outubro. Confira a convocatória completa abaixo:

Em Cuba, a Internet pulou da era inicial do debate via blogs para a era do consumo acrítico, influenciando na mudança das relações sociais. É o que mostra o documentário Cub@, que discute as implicações da inserção da tecnologia da internet na ilha caribenha. O vídeo, de Diego Felipe Souza e Paula Bortolon, é uma produção da mídia independente Linhas de Fuga com o Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas – NEXT/ENSP/Fiocruz.

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Por Thiago Novaes

Não tenho conta no facebook. Não uso e recomendo que não se use o facebook. Entretanto, é inegável que a empresa adquiriu uma importância capital no debate público sobre privacidade, censura, liberdade de expressão e direitos humanos, tanto no Brasil quanto em outros países onde o facebook se tornou praticamente sinônimo de Internet, conforme seu projeto conhecido como internet.org. Diante de tal realidade, arrisco aqui alguma reflexão sobre certos argumentos que vêm sendo veiculados no sentido de regular o facebook, apontando que a empresa deve sim ser submetida às leis nacionais e de forma alguma violar direitos fundamentais, conforme veremos.

No dia 14 de agosto, foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais pelo presidente Michel Temer. A legislação, que entra em vigor daqui a 18 meses, é fruto de amplo debate que incorporou vários setores da sociedade. No entanto, apesar de trazer um importante arcabouço legal para disciplinar o tratamento de dados pessoais no País, tanto pelo setor público quanto pelo setor privado, os vetos do governo federal ao texto aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional colocam em risco a eficácia da regulamentação.

O programa Quebrando o Tabu, exibido pelo GNT, fez um excelente balanço do tema da privacidade em sua estreia. Foram abordados diferentes ângulos da questão: como deixamos rastros em nossa navegação online, como esses rastros são processados e usados para diversos fins, como é possível diminuir suas pegadas, o caso da Cambridge Analytica nas eleições norte-americanas etc.

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