Money Lab, de olho na economia digital alternativa

Por Bia Martins

Você provavelmente já ouviu falar de BitCoin, a moeda digital que começou com a promessa de desenvolvimento de um sistema financeiro alternativo e, na verdade, acabou se tornando um vetor para grandes movimentos especulativos. Para saber como funciona o sistema BitCoin, clique aqui.

Mas muito além da bolha especulativa existem vários experimentos pelo mundo voltados a uma economia digital alternativa, com projetos de outros sistemas de pagamento, iniciativas radicais com criptomoedas e modelos de receita baseados na mídia digital.

O fato é que a recessão econômica mundial e seus consequentes cortes orçamentários são como fermento para o florescimento de ideias e propostas que tentam encontrar saídas para além do sistema financeiro corrente, que já se mostrou incapaz de dar conta do declínio econômico global em curso.

Mas em que se fundamentam esses projetos? Como garantir que não caiam também em ondas especulativas? Como fazer para que sejam de fato alternativos ao modelo vigente?

A fim de explorar, mapear e sondar criticamente a política, o funcionamento interno e a governança dessas experiências, foi lançado em 2013 o projeto MoneyLab, vinculado ao Institute of Network Cultures, sediado em Amsterdã.

O grupo opera através de uma rede colaborativa de pesquisadores, artistas, desenvolvedores, engenheiros e outros interessados ​​em compartilhar, criticar e criar uma rede focada no debate a respeito da monetização em três campos de pesquisa específicos: criptomoedas e blockchaim, pesquisas de crowdfunding e estratégias de dissidência econômica.

Já foram organizados quatro simpósios internacionais e lançadas duas publicações, além de ter sido desenvolvida uma ferramenta própria de crowdfunding para produções artísticas.

Um dos casos estudados é a Robin Hood Cooperative, um fundo de investimento ativista que negocia em Wall Street, mas utliza tecnologia blockchain para retornar lucros aos seus membros e financiar projetos que expandem os chamados commons ou bens comuns. Confira o vídeo do projeto abaixo:

Outro exemplo é o Freecoin, uma ferramenta que opera como uma carteira social digital que permite que pessoas e organizações executem esquemas de recompensa transparentes e auditáveis. Direcionado a organizações participativas e democráticas, seu modelo incentiva a participação, ao contrário das bases de dados bancárias centralizadas. Assista à apresentação da desenvolvedora do projeto, Aspasia Beneti:

No site do MoneyLab é possível conferir uma lista de experiências e estudos de economia digital alternativa, baixar os livros MoneyLab Reader: An Intervention in Digital Economy  e MoneyLab Reader 2: Overcoming the Hype , e assistir aos vídeos dos simpósios realizados.

Clique aqui para conhecer o projeto.

 

 

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