Economia P2P

Gig Economy: a glamorização do trabalho precário

Para muitas pessoas a Gig Economy significa flexibilidade e autonomia, para outras precarização e insegurança. Avanço ou retrocesso, o fato é que a Economia dos Bicos, caracterizada pela oferta de serviços através de plataformas digitais, não para de crescer. Diariamente uma multidão de pessoas participa de uma grande disputa digital pelo próximo trabalho informal. Por outro lado, muitas são as pessoas que tem tentado mostrar que a autonomia traz ainda mais força quando vem acompanhada de interdependência. Coletivos como Enspiral e Coliga, que decidiram compartilhar suas redes e recursos em benefício do grupo são bons exemplos disso. 

Chamada Comunes

Está aberta até 15 de junho a chamada para propostas de eventos para o Comunes - Encuentro Internacional de Economías Colaborativas y Cultura Libre, que será realizado em Buenos Aires de 15 a 17 de agosto. 

O objetivo do encontro é dar visibilidade para experiências de economia colaborativa e cultura livre e refletir sobre seus desafios.

Sua programação é feita de forma colaborativa. É possível propor eventos no formato de fala relâmpago, fala temática, oficina e reunião aberta.

Economia do Compartilhamento x Cooperativismo de Plataforma

Uber e Airbnb são grandes exemplos de como os valores da colaboração e do compartilhamento estão aos poucos prevalecendo na economia, certo? Não, errado, muito pelo contrário. As duas empresas representam na verdade a grande habilidade que o capitalismo tem de se reinventar e de conseguir incorporar a “simbologia” de algo novo e disruptivo para manter as coisas exatamente como são. Ou ainda piorá-las.

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