Dicionário de Favelas Marielle Franco

Por Bia Martins

Dicionário de Favelas Marielle FrancoReunir o conhecimento acadêmico sobre a favela com o conhecimento gerado nas favelas, em uma plataforma aberta e colaborativa, tendo como compromisso a expansão da cidadania e do direito à cidade. Esta é, em síntese, a proposta do Dicionário de Favelas Marielle Franco, uma iniciativa que reúne instituições acadêmicas, como Fiocruz, Uerj e IPPUR/UFRJ, ao lado de centros de pesquisa liderados por moradores dessas comunidades, como o Grupo Eco, da favela Santa Marta, Grupo Eco, o CPDOC do Grupo Raízes em Movimento, do Morro do Alemão, o Centro de Estudos e Ações Culturais e de Cidadania – CEACC, da Cidade de Deus.

Coordenado pela pesquisadora Sonia Fleury, a publicação conta com um Conselho Editorial responsável por supervisionar seu conteúdo e pela mobilização de novos parceiros e instituições, mas a ideia é que seja uma construção coletiva com a participação de todos que possam contribuir para a produção de conhecimento sobre favelas. Atualmente o dicionário tem 299 páginas e 156 verbetes, escritas por mais de 150 pessoas, o que deve aumentar agora com sua maior divulgação.

A iniciativa contou o apoio e participação de Marielle Franco, que chegou a escrever uma ementa sobre o tema de sua dissertação de mestrado “UPP – A redução da favela a três letras: uma análise da Política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro”. Depois de seu assassinato, os coordenadores decidiram colocar seu nome no dicionário como uma homenagem e também como um compromisso com as causas que defendia pelos direitos da população favelada.

A obra segue em linhas gerais os preceitos da Wikipédia: qualquer pessoa pode colaborar, contando que se registre na plataforma e siga algumas regras editoriais, entre as quais está garantida a pluralidade de pontos de vista, a fim de que as divergências possam ser evidenciadas em forma de controvérsias. Seu conteúdo é livre, registrado sob licença Creative Commons SA 3.0, que autoriza qualquer pessoa a criar, copiar, modificar e distribuir seu conteúdo, com a condição de preservar a mesma licença em usos posteriores, e sempre com a atribuição de autoria.

Entre os verbetes, por exemplo, é possível conhecer um pouco da história dos bailes funk; saber o que são as AEIS – Áreas de Especial Interesse Social, importante instrumento do Plano Diretor da Cidade para as favelas; Artes urbanas e favelas; Museu da Maré; e muito mais.

Clique aqui para conhecer o dicionário e, quem sabe, também colaborar.

 

 

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