Na medida em que se sofisticam os mecanismos de monitoramento no meio digital, surgem por outro lado mais e mais ferramentas e táticas para, se não escapar, ao menos diminuir a exposição à vigilância. Sem a pretensão de dar conta de todas as possibilidades de estratégias antivigilância, elencamos aqui alguns sites que reúnem diferentes tipos de dicas e orientações para aumentar a proteção de dados.

No dia 9 de julho, em todo mundo, serão organizados protestos contra o Digital Rights Management (DRM), tecnologia de controle usada para restringir a cópia de conteúdos digitais, especialmente em CDs e DVDs, mas também em e-books e em lojas de música online como iTunes da Apple. Para a Free Software Foundation, o dispositivo é um dos principais inimigos na luta pela liberdade do usuário de computador, que enfraquece nossa segurança e ataca nossos direitos, pois com a justificativa de proteger direitos autorais, o DRM impede os usos legais, como poder fazer cópias backup de produtos que você comprou ou até mesmo utilizá-lo em diferentes dispositivos de sua propriedade.

Proteção de Dados Pessoais e Direito à Privacidade

Muita gente pensa que, “se não tem nada a esconder”, não precisa se preocupar com a proteção de seus dados pessoais. Nada mais equivocado. A proteção de dados pessoais está diretamente ligada ao direito de privacidade, que por sua vez garante a liberdade de expressão e de organização política, entre outros direitos.

Como se trata de um tema relativamente novo, esse debate tem sido de modo geral negligenciado pela sociedade. Mas com o avanço do chamado big data e da capacidade de grandes empresas de processar as informações em interesse próprio, esse não pode mais ser um assunto relegado somente a especialistas e ativistas.

A Internet é realmente livre? E nós, somos livres para acessar conteúdos e nos expressarmos? Quem governa a rede e com que interesses? Ainda é possível falar em privacidade na atual era da vigilância massiva? Estas e outras questões são abordadas pelo documentário FREENET, agora dublado em português, através de entrevistas com especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Jacob Applebaum, Glenn Greenwald, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, Frank La Rue e Catalina Botero entre outros.

A Cryptrove é o maior evento de segurança e privacidade do mundo e tem como objetivo difundir conceitos fundamentais de privacidade e liberdade na Internet e o uso de ferramentas de segurança digital. Os coletivos Actantes, Escola de Ativismo, Encripta Tudo, Intervozes e Saravá estão à frente da organização que é colaborativa e conta com a atuação voluntária de muitas pessoas.

Criado em 1995, O Comitê Gestor da Internet no Brasil tem a atribuição de estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil. O CGI é uma referência internacional em governança da internet por dar voz a diferentes setores da sociedade. Atualmente é formado por 21 integrantes: dez nomeados pelo governo, inclusive seu coordenador, e o restante indicado por associações de empresas, da comunidade científica e da sociedade civil. Agora corre o risco de ter sua composição alterada para atender aos interesses das operadoras de telecomunicações.

As operadoras de telefonia estão mudando os planos pré-pagos e controle de internet e cortando o acesso à internet depois de atingido o consumo da franquia de dados. No modelo antigo desses planos, depois de alcançado o limite do download, a velocidade era reduzida, mas o acesso era mantido. Agora, para manter a conexão é necessário contratar um pacote adicional. Vivo e Oi já começaram a fazer isso com parte dos clientes e Claro e Tim planejam fazer o mesmo.