A TVDrone e o coletivo Actantes, em associação com a Heinrich-Böll-Stiftung e apoio da Rede TVT, estão produzindo a minissérie X-PLOIT sobre as disputas políticas e econômicas que estão por trás da tecnologia digital, que se traduzem em controle e vigilância cada vez maiores à custa da violação do direito à privacidade e da liberdade de expressão.

Que tal fazer buscas na Internet sem deixar rastros? Parece impossível, mas é bem simples. Basta substituir os tradicionais buscadores como Google, Yahoo ou Bing pelo DuckDuckGo que não registra as informações do usuário nem durante nem fora da navegação privada.

Na medida em que se sofisticam os mecanismos de monitoramento no meio digital, surgem por outro lado mais e mais ferramentas e táticas para, se não escapar, ao menos diminuir a exposição à vigilância. Sem a pretensão de dar conta de todas as possibilidades de estratégias antivigilância, elencamos aqui alguns sites que reúnem diferentes tipos de dicas e orientações para aumentar a proteção de dados.

No dia 9 de julho, em todo mundo, serão organizados protestos contra o Digital Rights Management (DRM), tecnologia de controle usada para restringir a cópia de conteúdos digitais, especialmente em CDs e DVDs, mas também em e-books e em lojas de música online como iTunes da Apple. Para a Free Software Foundation, o dispositivo é um dos principais inimigos na luta pela liberdade do usuário de computador, que enfraquece nossa segurança e ataca nossos direitos, pois com a justificativa de proteger direitos autorais, o DRM impede os usos legais, como poder fazer cópias backup de produtos que você comprou ou até mesmo utilizá-lo em diferentes dispositivos de sua propriedade.

Proteção de Dados Pessoais e Direito à Privacidade

Muita gente pensa que, “se não tem nada a esconder”, não precisa se preocupar com a proteção de seus dados pessoais. Nada mais equivocado. A proteção de dados pessoais está diretamente ligada ao direito de privacidade, que por sua vez garante a liberdade de expressão e de organização política, entre outros direitos.

Como se trata de um tema relativamente novo, esse debate tem sido de modo geral negligenciado pela sociedade. Mas com o avanço do chamado big data e da capacidade de grandes empresas de processar as informações em interesse próprio, esse não pode mais ser um assunto relegado somente a especialistas e ativistas.

A Internet é realmente livre? E nós, somos livres para acessar conteúdos e nos expressarmos? Quem governa a rede e com que interesses? Ainda é possível falar em privacidade na atual era da vigilância massiva? Estas e outras questões são abordadas pelo documentário FREENET, agora dublado em português, através de entrevistas com especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Jacob Applebaum, Glenn Greenwald, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, Frank La Rue e Catalina Botero entre outros.

A Cryptrove é o maior evento de segurança e privacidade do mundo e tem como objetivo difundir conceitos fundamentais de privacidade e liberdade na Internet e o uso de ferramentas de segurança digital. Os coletivos Actantes, Escola de Ativismo, Encripta Tudo, Intervozes e Saravá estão à frente da organização que é colaborativa e conta com a atuação voluntária de muitas pessoas.

Criado em 1995, O Comitê Gestor da Internet no Brasil tem a atribuição de estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil. O CGI é uma referência internacional em governança da internet por dar voz a diferentes setores da sociedade. Atualmente é formado por 21 integrantes: dez nomeados pelo governo, inclusive seu coordenador, e o restante indicado por associações de empresas, da comunidade científica e da sociedade civil. Agora corre o risco de ter sua composição alterada para atender aos interesses das operadoras de telecomunicações.

As operadoras de telefonia estão mudando os planos pré-pagos e controle de internet e cortando o acesso à internet depois de atingido o consumo da franquia de dados. No modelo antigo desses planos, depois de alcançado o limite do download, a velocidade era reduzida, mas o acesso era mantido. Agora, para manter a conexão é necessário contratar um pacote adicional. Vivo e Oi já começaram a fazer isso com parte dos clientes e Claro e Tim planejam fazer o mesmo.