A prisão de Julian Assange representa um grande golpe no jornalismo e na liberdade de expressão e um ataque ao direito dos cidadãos à transparência de informações de interesse público. Graças ao Wikileaks, entre outras coisas, o mundo todo ficou sabendo dos crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, que de outra forma permaneceriam ocultos. E só a mobilização dos cidadãos poderá libertá-lo.

Existe agora uma maneira prática de se inteirar sobre temas complexos relacionados às tecnologias digitais, como a importância da proteção de dados, o funcionamento de sistemas algorítmicos e o alcance da vigilância eletrônica: o podcast Tecnopolítica, coordenado e apresentado pelo professor da Universidade Federal do ABC Sergio Amadeu.

É notório que recentes campanhas políticas em vários países do mundo, como na eleição de Trump nos Estados Unidos e na vitória do Brexit na Inglaterra, foram marcadas por usos escusos e obscuros das redes sociais, em especial do Facebook. Por conta disso, e com vistas às próximas eleições europeias, a Mozilla Foundation publicou uma carta aberta ao Facebook, na qual pede que se dê maior transparência aos dados dos anúncios de campanhas políticas nessa plataforma. Leia abaixo a carta traduzida para o português por Thiago Novaes.

O documentário Driblando a Democracia mostra em detalhes as estratégias de uso das redes sociais, em especial o Facebook, para espalhar fake news de forma direcionada pela Cambridge Analytica durante a campanha que levou Donald Trump à presidência dos EUA. Uma das figuras chave da operação foi Steve Bannon, que depois apareceu ao lado de Eduardo Bolsonaro, ainda antes da campanha eleitoral no Brasil. Até que ponto as estratégias usadas lá serviram de modelo para o que foi implementado aqui, talvez nunca saberemos.

Com o tema “Laboratórios, hackerspaces e outros espaços de comunidades locais”, a mesa 3 do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul, realizada em 22 de novembro de 2018, procurou abordar as características, potencialidades, limites e desafios desses espaços comunitários no chamado Sul global. Mediada por Daniel Cotillas, do coletivo Nodo Común, e Bia Martins, deste Em Rede, a mesa teve como convidados Esaú Acosta, da Civics y Mares (Espanha), Sol e Candy, do HackLab Feminista La Chinampa e Insubordinadas (México); Karina Menezes, do Raul Hacker Club (Brasil); Carlos Diego, da Baia Hacker, (Brasil); Inés, do espaço hackfeminista La Bekka; coletivo do Barracón Digital (Honduras). Leia a relatoria na íntegra.

Para os próximos anos, nos comprometemos a seguir os esforços de tornar a cultura livre um movimento que, além de lutar por tecnologias, produtos e práticas culturais não proprietárias, também batalhe pela redução da desigualdade social de nossos continentes a partir do ativismo pela liberdade do conhecimento em prol de comunidades mais justas, autônomas, igualitárias, respeitosas e livres.

"A questão nova que a sociedade contemporânea está sendo exigida a lidar não são as fake news, mas a pós-verdade. Nesse cenário, o que se torna verdade é aquilo que viraliza, o que consegue mobilizar o maior número de pessoas - passamos, assim, da verdade como representação para a verdade como performance. Uma informação é tida como verdadeira, por exemplo, não porque é comprovada por uma pesquisa científica, mas porque foi compartilhada por mil pessoas." Leia o novo artigo de Victor Barcellos, no Em Rede.

As videoconferências do 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul foram realizadas de 21 a 23 de novembro. Debates riquíssimos de pessoas de diferentes projetos em diversos países que relataram suas experiências e trouxeram uma série de questões à discussão: o que é Cultura Livre do Sul, quais suas prioridades e desafios? Como garantir a sustentabilidade desses projetos na prática? Um diálogo muito rico que, esperamos, tenha gerado conexões e redes. #CulturaLS18

Nas últimas décadas foram criados vários tipos de espaços comunitários, como laboratórios cidadãos e hackerspaces, por todo o planeta e também no Sul global. Com diferentes formatos e objetivos, seus participantes em geral compartilham os valores da produção colaborativa e do uso de tecnologias livres. Inseridos em diferentes contextos, mais carentes ou mais abundantes, esses espaços têm sido polos irradiadores dos valores do conhecimento livre e da cultura livre. Mas como tem sido essa experiência? Quais suas potencialidades, limites e desafios? 1º Encontro Online de Cultura Livre do Sul #CulturaLS18

O Em Rede está participando - junto com os coletivos Baixa Cultura, Ártica, Nodo Común, Rede das Produtoras Culturais Colaborativas e Ediciones de la Terraza - da organização do 1° Encontro Online de Cultura Livre do Sul, que pretende levantar o estado da arte, mapear e conectar as iniciativas de cultura livre no chamado sul global. O encontro será totalmente online, de 21 a 23 de novembro, com seis mesas de trabalho. É possível participar enviando relatos de experiência, postando comentários ou perguntas aos debates, contribuindo com o mapeamento de iniciativas e com recomendação de bibliografia sobre o tema.  As inscrições vão até 31 de outubro. Confira a convocatória completa abaixo:

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