Victor Barcellos

A participação do público em pesquisas científicas por meio de tecnologias digitais estão mudando o que se entende por Ciência. Novos atores passam a fazer parte do processo, novas possibilidades de investigação se abrem e a questão da legitimação dos dados encontra novos desafios. Entretanto, diversas áreas do conhecimento estão se beneficiando dessas práticas, como é o caso da ornitologia, ramo da Biologia responsável pelo estudo das aves.

Por Bia Martins

Iniciei este ano a pesquisa de pós-doutorado “Um estudo dos hackerspaces brasileiros como espaços comunitários de produção de conhecimento”, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBCT e UFRJ.

Para ser coerente com os preceitos da Ciência Aberta, campo no qual a investigação está inserida, decidi publicar no blog Autoria em Rede, que criei na época do doutorado, os dados, reflexões e desdobramentos deste trabalho.

Victor Barcellos

A Ciência moderna, baseada no método cartesiano¹, condicionou-se a seguir basicamente os seguintes passos: escolha de um problema, definição das hipóteses, experimentação, avaliação dos resultados e divulgação. Sendo assim, o papel dos cidadãos de fora da academia se resumiria em ser público-alvo das verdades descobertas pelos cientistas. O público geral seria, assim, uma massa passiva no processo, presente apenas no último estágio da pesquisa, a quem a informação se endereçaria.

Promover a articulação entre diversos tipos de conhecimento, incentivando o diálogo entre a ciência acadêmica e outros saberes, tradicionais e informais, com o objetivo de propor caminhos para o desenvolvimento local de forma democrática e sustentável. Esta é, em resumo, a proposta da plataforma Ciência Aberta Ubatuba. No encontro Ciência Aberta para Outro Desenvolvimento, realizado no último dia 17 de março, foram apresentados os resultados do projeto de pesquisa e as perspectivas para sua continuidade.

Bia Martins

A questão sobre a restrição de uso comercial em licenças alternativas está inserida num debate mais amplo sobre a relação dessas licenças com a construção do bem comum. Não se trata simplesmente da defesa abstrata de uma posição política sem consequência, ou pior, que tenha consequências negativas para o livre acesso às obras. Talvez, mesmo, o contrário.

por Alexandre Hannud Abdo

Obs: Diferentemente do restante do site, este texto tem licença CC BY.

Para começar é preciso lembrar que o que coloco segue a linha do que está argumentado extensivamente em lugares canônicos [2,3,4] de projetos que adquiriram escala e conseguiram transformar uma realidade global (Wikimedia, Creative Commons, BOAI etc).
O que chamaria atenção no raciocínio de quem se sente atraído pela restrição NãoComercial é:

Até que ponto a permissão de uso comercial pode ampliar a circulação de uma obra ou facilitar que empresas e corporações lucrem sem oferecer a devida contrapartida? A opção pela licença deste site – Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Compartilha Igual 3.0 – gerou esta interessante discussão. O cientista e pesquisador Alexandre Hannud Abdo questionou a opção e, então, o convidei para o debate.

Confira e deixe também a sua opinião!

Temos visto na atualidade o surgimento de espaços, para além da academia, nos quais há uma intensa experimentação e troca de conhecimento entre os participantes. 

Com acesso livre, Sci-Hub é um repositório de artigos científicos originalmente publicados por periódicos fechados. Atualmente conta com mais de 51 milhões de artigos, número que cresce a cada dia com a inclusão de novos documentos.