Mais de 100 pesquisadores, engenheiros, educadores e empresários que fazem parte de uma comunidade global de pesquisa publicaram um relatório descrevendo os passos necessários para se alcançar um acesso global ao hardware para fins científicos até 2025, através de design aberto, pesquisa colaborativa e novas técnicas de fabricação, incluindo impressora 3D.

Nas últimas semanas, vários espelhos do Sci-Hub saíram do ar. Para quem não conhece, trata-se de um repositório de acesso aberto com mais de 64 milhões artigos científicos originalmente publicados por periódicos fechados. Confira os que ainda estão ativos.

Que a Ciência Aberta e o software livre têm muito em comum, já sabemos. É reconhecida a influência do software livre para o surgimento do movimento Ciência Aberta, que preconiza os mesmos preceitos de que a informação deve ser livre para que o conhecimento possa se desenvolver o mais amplamente possível. Mas os laços entre os dois movimentos não estão apenas nos valores compartilhados, chegam mesmo à chamada mão na massa. É o caso da iniciativa Mozilla Science Lab que se define como uma comunidade de pesquisadores, desenvolvedores e bibliotecários que trabalham pela pesquisa aberta e acessível.

A Ciência Cidadã vai muito além de projetos crowdsourcing, nos quais cidadãos colaboram com pesquisas coordenadas por cientistas. Ao redor do mundo, diversos espaços não institucionais têm sido palco de pesquisas e experimentações realizadas por coletivos formados por leigos e cientistas, que definem de forma democrática desde seu escopo e até seus desdobramentos. Conheça algumas delas.

Victor Barcellos

A participação do público em pesquisas científicas por meio de tecnologias digitais estão mudando o que se entende por Ciência. Novos atores passam a fazer parte do processo, novas possibilidades de investigação se abrem e a questão da legitimação dos dados encontra novos desafios. Entretanto, diversas áreas do conhecimento estão se beneficiando dessas práticas, como é o caso da ornitologia, ramo da Biologia responsável pelo estudo das aves.

Por Bia Martins

Iniciei este ano a pesquisa de pós-doutorado “Um estudo dos hackerspaces brasileiros como espaços comunitários de produção de conhecimento”, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBCT e UFRJ.

Para ser coerente com os preceitos da Ciência Aberta, campo no qual a investigação está inserida, decidi publicar no blog Autoria em Rede, que criei na época do doutorado, os dados, reflexões e desdobramentos deste trabalho.

Victor Barcellos

A Ciência moderna, baseada no método cartesiano¹, condicionou-se a seguir basicamente os seguintes passos: escolha de um problema, definição das hipóteses, experimentação, avaliação dos resultados e divulgação. Sendo assim, o papel dos cidadãos de fora da academia se resumiria em ser público-alvo das verdades descobertas pelos cientistas. O público geral seria, assim, uma massa passiva no processo, presente apenas no último estágio da pesquisa, a quem a informação se endereçaria.

Promover a articulação entre diversos tipos de conhecimento, incentivando o diálogo entre a ciência acadêmica e outros saberes, tradicionais e informais, com o objetivo de propor caminhos para o desenvolvimento local de forma democrática e sustentável. Esta é, em resumo, a proposta da plataforma Ciência Aberta Ubatuba. No encontro Ciência Aberta para Outro Desenvolvimento, realizado no último dia 17 de março, foram apresentados os resultados do projeto de pesquisa e as perspectivas para sua continuidade.

Bia Martins

A questão sobre a restrição de uso comercial em licenças alternativas está inserida num debate mais amplo sobre a relação dessas licenças com a construção do bem comum. Não se trata simplesmente da defesa abstrata de uma posição política sem consequência, ou pior, que tenha consequências negativas para o livre acesso às obras. Talvez, mesmo, o contrário.

por Alexandre Hannud Abdo

Obs: Diferentemente do restante do site, este texto tem licença CC BY.

Para começar é preciso lembrar que o que coloco segue a linha do que está argumentado extensivamente em lugares canônicos [2,3,4] de projetos que adquiriram escala e conseguiram transformar uma realidade global (Wikimedia, Creative Commons, BOAI etc).
O que chamaria atenção no raciocínio de quem se sente atraído pela restrição NãoComercial é:

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