O excelente canal Meteoro lançou esta semana o vídeo Ciência Pirata mostrando, de forma didática, como funciona o modelo capitalista de publicação de artigos científicos: pesquisadores escrevem e revisam os artigos, que são publicados e vendidos pelas grandes editoras, como a Elsevier, com uma margem de lucro altíssima.

A 3ª edição do Laboratório de Emergência COVID-19, com o tema Inflexões: Estratégias e Novas Narrativas, chegou ao final com o desenvolvimento de 16 projetos bem diversos, todos documentados e com licenças livres. Realizado totalmente on-line e de forma colaborativa, o lab teve duas chamadas, uma para projetos e outra para colaboradores, com foco sobretudo nas periferias rurais e urbanas. Sua proposta é fomentar o encontro de diferentes culturas, saberes e gerações para promover o diálogo entre os conhecimentos populares, a ciência e as novas tecnologias.

Foi lançado este mês o mini documentário do TECNOx 4.0 com o registro de momentos do encontro e entrevistas com alguns dos convidados e organizadores. 

É preciso aproveitar a transição digital para desenvolver acesso aberto às publicações científicas e, na medida do possível, à pesquisa de dados. Com base nessa afirmação, no final de junho passado, a Agência Nacional Francesa para Segurança Alimentar, Ambiental e Ocupacional [French Agency for Food, Environmental and Occupational Health & Safety – ANSES] aderiu, em conjunto com outras agências, ao compromisso de promover a Ciência Aberta.

A Ciência Aberta preconiza a ampla circulação do conhecimento para que os pesquisadores possam trabalhar em colaboração uns com os outros e avançar mais rapidamente em suas pesquisas. No entanto, na prática, a maior circulação de dados deve respeitar os limites impostos pela legislação relativa à Propriedade Intelectual. Para enfrentar esse problema, um primeiro passo é conhecer mais a fundo as restrições legais e suas brechas para poder investir com segurança nesse modelo mais ágil e colaborativo de se fazer ciência.

A segunda edição do Lab de Emergência – Reconfigurando o futuro foi realizada de 15 a 21 de junho, por iniciativa da Silo Arte e Latitude Rural junto ao Instituto ProComum, com o apoio da Artigo19 e Digital Ocean e em parceria com Amerek, Bela Baderna, Careables, Casa Criatura, Lab Coco, Datalabe, Coletivo Etinerancias, Frena la Curva, Gambiologia, Gênero e Número, Horta Inteligente, Instituto Elos, Instituto Update,MediaLab.UFRJ, Mulheres do Futuro, Museu da Mantiqueira, No-Budget Science, Olabi, Pretalab, Redes da Maré, Segura a Onda, Think Olga e A Tramadora. Desta vez foram selecionados 16 projetos que envolveram 235 participantes, entre proponentes, colaboradores, mentores e mediadores. A proposta do Lab é promover um diálogo entre diferentes saberes: os conhecimentos populares, a ciência e as novas tecnologias. E também proporcionar o encontro de públicos diversos, especialmente o de periferias urbanas e rurais, e diferentes gerações.

Confira os resultados da primeira edição do LAB de Emergência COVID-19, realizado recentemente, que terá em breve nova chamada.

A crise do coronavírus está obrigando o mundo a parar e oferecendo uma oportunidade inédita para a criação de novas formas de produção e de vida em sociedade. Aqui neste post vamos abordar algumas das iniciativas que surgiram no meio dessa crise com o propósito de superar de forma colaborativa as dificuldades, como projetos de inovação aberta para o desenvolvimento de ventiladores pulmonares de baixo custo e iniciativas cidadãs para ajudar a lidar com a pandemia.

Como resultado do encontro TECNOx 4.0 - Ética, Direitos Humanos e Tecnologias Livres, realizado em março deste ano em Porto Alegre, acaba de ser divulgado o Manifesto TECNOx, consolidado a partir dos ricos debates entre os participantes das desconferências do encontro. Confira e, se concordar, subscreva e divulgue!

À primeira vista, cultura hacker e educação parecem ser temas distantes, com pouca coisa em comum. Mas, ao contrário, são bastante próximos. Para começar, a cultura hacker nasce na academia, mais especificamente no MIT ainda na década de 1950, quando os estudantes aproveitavam o tempo livre dos computadores, na época grandes máquinas de calcular, para explorar suas capacidades e inventar novos usos imprevistos, como games por exemplo. De fato, a comunidade hacker herda os preceitos acadêmicos, como o valor do trabalho colaborativo e da evolução do conhecimento, e os radicaliza em sua grande máxima: a informação quer ser livre. O que leva, por consequência, à defesa do conhecimento aberto e livre como um bem comum a ser partilhado, e ao enfrentamento do regime vigente da propriedade intelectual.

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