A segunda edição do Lab de Emergência – Reconfigurando o futuro foi realizada de 15 a 21 de junho, por iniciativa da Silo Arte e Latitude Rural junto ao Instituto ProComum, com o apoio da Artigo19 e Digital Ocean e em parceria com Amerek, Bela Baderna, Careables, Casa Criatura, Lab Coco, Datalabe, Coletivo Etinerancias, Frena la Curva, Gambiologia, Gênero e Número, Horta Inteligente, Instituto Elos, Instituto Update,MediaLab.UFRJ, Mulheres do Futuro, Museu da Mantiqueira, No-Budget Science, Olabi, Pretalab, Redes da Maré, Segura a Onda, Think Olga e A Tramadora. Desta vez foram selecionados 16 projetos que envolveram 235 participantes, entre proponentes, colaboradores, mentores e mediadores. A proposta do Lab é promover um diálogo entre diferentes saberes: os conhecimentos populares, a ciência e as novas tecnologias. E também proporcionar o encontro de públicos diversos, especialmente o de periferias urbanas e rurais, e diferentes gerações.

Confira os resultados da primeira edição do LAB de Emergência COVID-19, realizado recentemente, que terá em breve nova chamada.

A crise do coronavírus está obrigando o mundo a parar e oferecendo uma oportunidade inédita para a criação de novas formas de produção e de vida em sociedade. Aqui neste post vamos abordar algumas das iniciativas que surgiram no meio dessa crise com o propósito de superar de forma colaborativa as dificuldades, como projetos de inovação aberta para o desenvolvimento de ventiladores pulmonares de baixo custo e iniciativas cidadãs para ajudar a lidar com a pandemia.

Como resultado do encontro TECNOx 4.0 - Ética, Direitos Humanos e Tecnologias Livres, realizado em março deste ano em Porto Alegre, acaba de ser divulgado o Manifesto TECNOx, consolidado a partir dos ricos debates entre os participantes das desconferências do encontro. Confira e, se concordar, subscreva e divulgue!

À primeira vista, cultura hacker e educação parecem ser temas distantes, com pouca coisa em comum. Mas, ao contrário, são bastante próximos. Para começar, a cultura hacker nasce na academia, mais especificamente no MIT ainda na década de 1950, quando os estudantes aproveitavam o tempo livre dos computadores, na época grandes máquinas de calcular, para explorar suas capacidades e inventar novos usos imprevistos, como games por exemplo. De fato, a comunidade hacker herda os preceitos acadêmicos, como o valor do trabalho colaborativo e da evolução do conhecimento, e os radicaliza em sua grande máxima: a informação quer ser livre. O que leva, por consequência, à defesa do conhecimento aberto e livre como um bem comum a ser partilhado, e ao enfrentamento do regime vigente da propriedade intelectual.

Parte do movimento Ciência Aberta, os Recursos Educacionais Abertos (REA) são materiais didáticos como livros, artigos de pesquisa, planos de aula, vídeos, software, slides e outras ferramentas de apoio ao ensino e aprendizagem que podem ser usados livremente por todos, professores e alunos, inclusive remixados na produção de outros recursos derivados. Em linhas gerais, sua proposta é aproveitar a interatividade e a conectividade da rede para incentivar a mais ampla circulação de recursos didáticos a fim de, não só facilitar o acesso ao conhecimento, mas possibilitar que mais pessoas possam participar de sua produção.

Como equilibrar o direito de acesso à informação com a proteção de dados sensíveis ou sigilosos da pesquisa científica? Este é o tema geral do novo módulo do curso de formação em Ciência Aberta oferecido pela Fundação Oswaldo Cruz. Com o título Direito de Acesso à Informação e Proteção de Dados Pessoais, o curso aborda noções e conceitos que permitam ao pesquisador avaliar a possibilidade de publicar em formato aberto os dados de pesquisas realizadas no ambiente público administrativo.

A Rede Latino-Americana de Tecnologias Livres lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar na realização da primeira edição da Residência de Tecnologias Livres para a ciência, empreendedorismo e educação da América Latina, que será realizada de 22 de julho a 9 de agosto no Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA/IF/UFRGS), em Porto Alegre.

Muitas universidades no Brasil e no mundo estão adotando o pacote de aplicativos educacionais da Google, o Google Suite For Education ou apenas GSuite, o que tem gerado preocupação em pesquisadores conscientes das implicações dessa medida.

A disseminação da ética hacker junto ao advento das novas tecnologias da informação e da comunicação permitiu a produção livre e colaborativa de conhecimento em níveis jamais vistos anteriormente. Entretanto, o poder econômico logo tratou de aperfeiçoar os mecanismos de propriedade intelectual de forma a se apropriar e extrair lucro dessa nova produção em rede. A perspectiva de Michel Foucault (2014) inovou as abordagens sobre o poder. Para o filósofo francês, onde há poder, há também resistência; e a melhor forma de compreendê-lo é partindo justamente da análise dessas formas de resistência. Então, junto a esses novos cercamentos, houve uma crescente demanda pela abertura dos processos de produção e circulação de conhecimento, manifesta em movimentos heterogêneos e descentralizados, de forma orgânica e em rede.