No livro Of Remixology, Ethics and Aesthetics after Remix, David J. Gunkel  vai além do debate sobre o remix como criatividade ou como apropriação indevida. Em vez disso, apresenta ao leitor a trajetória histórica do fenômeno em três sessões: Premix, Remix e Postmix

A dissertação de mestrado de David Andrés Martínez Houghton , Remezclando la realidad: remix, apropiación y resistencia cultural en el Brasil contemporâneo, explora o conceito de Remix nas práticas artísticas no País. Segundo a pesquisa realizada na Pontificia Universidad Javeriana, em Bogotá, a criação artística brasileira tem se destacado já há várias décadas pela livre apropriação e pelo remix como estratégias criativas.

O website do Institute of Network Cultures traz informação e análise de diversos aspectos da cibercultura. O instituto criado em 2004 por Geert Lovink pesquisa as culturas das redes na interação entre novas formas de media e os usuários dessas novas formas. Suas pesquisas abrangem design, ativismo, arte, filosofia, teoria política e estudos urbanos, não se restringindo apenas aos limites da internet.

Sergio Amadeu, ativista e professor da Universidade Federal do ABC, acaba de lançar o livro Tudo sobre tod@s, Redes digitais, privacidade e venda de dados pessoais, no qual trata do problema cada vez mais crítico da violação do direito à privacidade no ambiente digital por um crescente mercado de dados.

Para conhecer o que vem sendo inventado e experimentado pelo mundo afora com vistas à construção de uma alternativa para as crises econômica, política e ambiental que vivemos nos dias atuais, vale muito a pena ler o blog da P2P Foundation.

Na linha de frente da reflexão sobre novas formas de produção entre pares na atualidade, o Journal of Peer Production acaba de lançar sua décima edição com o tema "Peer production and work”.

Por um lado, há cada vez mais pessoas sem remuneração, seja pela crescente produção de valor por atores que não são financeiramente compensados ou pelo aumento do desemprego. Por outro, novos arranjos produtivos vêm sendo testados, seja em cooperativas, trabalhos independentes ou novos projetos coletivos, como makerspaces.

Está no ar o novo número da Liinc em Revista com o dossiê Ciência cidadã e laboratórios cidadãos. A publicação traz artigos teóricos e relatos de experiências abrangendo temas como Cultura Maker, Hackerspaces, Ciência Cidadã, Rádio Digital, Mapas do 15M, Residência Artística, entre outros. Leitura obrigatória para quem se interessa em acompanhar e refletir sobre os espaços alternativos de produção de conhecimento na atualidade.

O Baixa Cultura, em parceria com o Instituto Intersaber, acaba de lançar a Biblioteca do Comum, repositório digital e de livre acesso. A ideia de comum permeia o projeto, tanto nos temas que pretende abarcar –  cultura livre, participação digital, agricultura urbana, ciência cidadã, bens comuns, educação expandida, tecnologias sociais – como em sua forma de gestão.  A proposta é que seja mantida como uma horta urbana, quem cuida dela são os interessados em construir um conhecimento aberto e acessível a todos. Para isso, foi desenvolvida na plataforma de código aberto Omeka, de fácil manuseio por quem quiser se engajar na iniciativa.

Acaba de ser lançado o livro +KAOS: Ten Years of Hacking and Media Activism pelo Institute of Network Cultures, sediado em Amsterdam. O livro, no formato de um corte e cola de entrevistas, descreve o relacionamento peculiar entre hacktivismo e ativismo. A publicação é do coletivo Autistici/Inventati, fundado em 2001 na Itália com o objetivo de criar um servidor autônomo e prover serviços web gratuitos respeitando a privacidade e anonimato dos usuários. 

A plataforma editorial Piseagrama é dedicada aos espaços públicos, existentes ou imaginários, e tem trazido excelentes reflexões sobre novas formas de se viver em comum. A revista tem versão online e impressa. O tema da última edição é Autogestão, com matérias sobre Liderança Distribuída, Democracia Sem Partido, Política do Algoritmo, entre outras. Leitura mais do que recomendada. 

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