cultura hacker

Para além das máquinas de adorável graça

Foi lançado em julho e-book Para além das máquinas de adorável graça, do professor e pesquisador Rafael Evangelista, que aborda a cultura hacker, sua história e seus preceitos, e a captura do fluxo informacional pelo capitalismo de vigilância, o que ameaça a própria democracia.

Ka Menezes: ser hacker neste país é lidar com desigualdades em todos os sentidos

Atuante na cena hacker brasileira, Ka Menezes é professora da UFBA e participa do Raul Hacker Club, em Salvador, Bahia. Nesse espaço criou o projeto Criança Hacker para que, desde cedo, os pequenos aprendam que as tecnologias podem ser construídas, desconstruídas e modificadas. Em sua tese de doutorado em Educação defendeu que há uma pedagogia hacker, presente nos hackerspaces, que se baseia não só na técnica, mas também em afeto, ativismo e ideário. Nesta entrevista para o Em Rede, Ka fala um pouco do que é ser hacker em um país como o Brasil, sobre a atuação do Raul HC e a contribuição da comunidade hacker no questionamento ao modelo tecnológico corporativo e na invenção de alternativas.

Hacker, criminoso ou ativista?

Tem me incomodado bastante uma série de definições equivocadas de hacker que estão circulando, ainda mais agora com o #vazajato e com a suposta invasão dos celulares do ex-juiz Sérgio Moro e outros procuradores da Operação Lava Jato por hackers. Por isso, decidi compilar nesta publicação um pouco do que tenho desenvolvido para minha tese de doutorado, em que estudo as relações entre "Cultura Hacker" e o campo da Educação. Pra começar, é preciso dizer que, apesar da direta associação entre Hacker e Criminoso Digital feita possivelmente por você que me lê, meus estudos me mostraram que não é tão simples assim. Por Elisiana Frizzoni Candian no Em Rede.

Making and Hacking

A revista Digital Culture & Society dedicou uma edição completa ao tema “Making and Hacking”, com foco em estudos sobre comunidades e espaços hackers, entusiastas Do It Yourself e fablabs. Na publicação, acadêmicos, artistas e membros desses espaços examinam os sentidos e enredamentos das culturas maker e hacker, tanto do ponto de vista conceitual, metodológico como empírico.

Hackerspaces no Brasil - o que são, onde estão e o que fazem

Não só espaços para a exploração criativa da tecnologia, mas também espaços de convivência, de estar junto para trocar ideias, e até mesmo, em alguns casos, buscar formas de intervir na realidade local. Assim podem ser definidos os hackerspaces brasileiros pelo quadro levantado em pesquisa recente que realizei junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, vinculado ao IBICT e à UFRJ.

Facta – Revista de Gambiologia

Os três números da Revista Facta, publicada pelo Coletivo Gambiologia entre 2012 e 2015, trazem importantes contribuições para o pensamento sobre arte, gambiarra, tecnologia e cultura hacker, tendo como ponto de vista a perspectiva brasileira.  

Primavera Hacker 17

Nos dias 2 e 3 de dezembro será realizado o evento Primavera Hacker 17, em Santiago do Chile. Seu objetivo é refletir criticamente sobre tecnologia e promover a colaboração e o intercâmbio entre iniciativas que trabalham com o tema de direitos digitais, privacidade e movimentos sociais no continente latino-americano.

Baia Hacker Space – da contracultura à permacultura

Na pequena cidade de Itu, no interior de São Paulo, um espaço de troca e convivência agrega uma série de iniciativas, em diversas áreas, que têm em comum o fato de não se encaixar nas vias institucionais oferecidas pelo governo ou pelo mercado. Ativa desde 2015, a Baia Hacker Space é apoiada pela Ong Caminho das Águas e ocupa duas salas numa incubadora da Prefeitura local, conectando ideias, projetos e pessoas de Itu e arredores. Desde o ano passado, estendeu seu raio de atuação também para a área rural, com o projeto Porto Rural na Colônia de Capoava, no município vizinho de Porto Feliz.

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