Redes Livres

O Direito de Consumir e o Desejo de Criar

Por Thiago Novaes

Não tenho conta no facebook. Não uso e recomendo que não se use o facebook. Entretanto, é inegável que a empresa adquiriu uma importância capital no debate público sobre privacidade, censura, liberdade de expressão e direitos humanos, tanto no Brasil quanto em outros países onde o facebook se tornou praticamente sinônimo de Internet, conforme seu projeto conhecido como internet.org. Diante de tal realidade, arrisco aqui alguma reflexão sobre certos argumentos que vêm sendo veiculados no sentido de regular o facebook, apontando que a empresa deve sim ser submetida às leis nacionais e de forma alguma violar direitos fundamentais, conforme veremos.

Argentina regulamenta redes comunitárias

Com a Resolução 4958/2018, assinada em 17 de agosto, o governo argentino reconhece e regulamenta as redes comunitárias naquele país, a fim de estimular sua expansão em áreas rurais e remotas ou em setores socialmente vulneráveis. No entanto, ao mesmo tempo em que oferece incentivo, como a isenção da cobrança da taxa regular de serviço de acesso à Internet, traz restrições problemáticas para o florescimento dessas redes.

Redes Livres - Vídeo

As redes livres representam uma alternativa autônoma à grande concentração do tráfego de informação das redes de comunicação na mão de poucas empresas. Administradas por seus próprios usuários, elas escapam dos mecanismos de monitoramento presentes nos provedores privados, além de garantir direito à comunicação, a liberdade de expressão e o acesso à cultura e ao conhecimento. Já escrevemos sobre isto neste post.

Soberanía Tecnológica

O livro Soberanía Tecnológica traz uma série de artigos que refletem sobre essa questão e apresentam algumas experiências e iniciativas desenvolvidas a partir dessas diretrizes, como sistemas autônomos de telefonia móvel, ferramentas de segurança, algoritmos soberanos e servidores éticos, entre outros.

Redes Livres Mão na Massa

Vai até a próxima quarta-feira, dia 31 de janeiro, a chamada pública para uma imersão de troca de conhecimentos sobre redes comunitárias promovida pela Coolab, laboratório cooperativo de redes livres. Os participantes terão apoio para transporte terrestre, alimentação e hospedagem comunitária.

CooLab instala infraestrutura de comunicação em Juruti Velho, no Pará

A CooLab – cooperativa laboratório de redes livres – instalou uma rede mesh na região de Juruti Velho, no Pará. A população até então não tinha acesso a rede de celulares ou Internet. Além da implantação da infraestrutura, o projeto tem por objetivo proporcionar uma conectividade responsável, que valorize as tecnologias e conhecimentos já disponíveis no território. A proposta agora é conectar mais comunidades no mesmo modelo.

Marcos Dantas: precisamos de diretrizes estratégicas para regular as grandes plataformas, como Google e Facebook

Na segunda rodada de entrevistas sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil, o professor Marcos Dantas, da Escola de Comunicação da UFRJ, fala das perspectivas de atuação do órgão nos próximos anos. Eleito como representante da Comunidade Científica e Tecnológica para o triênio 2017/2020, o professor alerta para a necessidade de se traçar diretrizes estratégicas a fim de se regular a atuação das grandes plataformas internacionais que controlam a internet, como Google e Facebook, tendo em vista os interesses nacionais.

Flávia Lefèvre Guimarães: o CGI.br tem grandes contribuições a fazer para o desenvolvimento da Internet no Brasil

Temas tão importantes quanto a garantia da neutralidade da rede, o direito à  liberdade da expressão e a expansão da banda larga estão na pauta do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão responsável por estabelecer estratégias relacionadas ao uso e desenvolvimento da rede no País. Em entrevista ao Em Rede, Flávia Lefèvre Guimarães, recém-eleita como uma das representantes da sociedade civil para um mandato de três anos, fala sobre as prioridades da atual gestão e a importância da atuação do CGI.br, um organismo multiparticipativo com representação de diversos setores, para a definição de políticas de governança que contemplem uma perspectiva democrática conforme previsto no Marco Civil da Internet.  

Redes Livres – pelo direito à comunicação e contra o vigilantismo

Como alternativa aos grandes provedores de telecomunicação, que estão mais interessados no retorno financeiro rápido, têm crescido por todo o mundo as iniciativas dentro do conceito de redes livres. As vantagens são muitas: administradas com autonomia pelos próprios usuários, elas escapam dos mecanismos de monitoramento presentes nos provedores privados, além de garantir direito à comunicação, a liberdade de expressão e o acesso à cultura e ao conhecimento. 

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