Cooperativismo de Plataforma

Plataform Co-ops Now!

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do curso Plataform Co-ops Now!, promovido em conjunto pelo Institute for the Cooperative Digital Economy (ICDE) da The New School (EUA), pela Mondragon Co-op e e pela MTA-Mondragon University (Espanha). O curso será realizado totalmente on-line e em ingês, e está organizado em duas partes: uma mais teórica, de apresentação do capitalismo de plataforma e da economia digital cooperativa (de 26/10 a 6/11), e outra mais prática, na qual os alunos desenvolverão seus projetos (de 9/11 a 29/01).

Maratona Digilabour de trabalho digital

Quais os desafios e alternativas para enfrentar a plataformização do trabalho? Como imaginar um futuro do trabalho que considere os trabalhos e a reapropriação das tecnologias? Estas são algumas das perguntas que nortearão a Maratona Digilabour de trabalho digital, evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, que será realizado de 21 a 23 de setembro.

Cooperativas de entregadores

No mês passado, acompanhamos o Breque dos Apps, com dois dias de paralisação nacional dos entregadores de aplicativo (1º e 25 de julho) que, se não chegaram a parar o serviço no país, ficaram longe de ser fiasco, pois além de causarem atrasos nas entregas, deram  visibilidade para a extrema exploração a que estão submetidos esses trabalhadores, ajudando a desmistificar de vez a imagem da tal Economia do Compartilhamento como uma alternativa de trabalho autônomo. A boa notícia, além claro do surgimento do movimento dos Entregadores Antifascistas, é que também ganharam visibilidade diversas iniciativas de entregadores que estão se autoorganizando para oferecer o serviço diretamente para os consumidores, sem intermediários, podendo assim garantir melhores condições de trabalho e remuneração mais digna.

Guerrilla Translation

Criado em 2013, em Madri, o Guerrilla Translation (GT) é muito mais do que uma cooperativa de tradutores. Na verdade, seu modelo de produção e gestão é tão inovador que é difícil defini-lo em poucas palavras, mas para começar podemos dizer que é um coletivo ativista de tradução e comunicação no modelo P2P orientado ao comum.

Quem é o dono do mundo?

No início deste mês de novembro, foi realizado em The New School, em New York, a conferência Who Owns the World? The State of Plataform Cooperativism (algo como: Quem é o dono do mundo? O estado atual do Cooperativismo de Plataforma). À frente do evento, o professor e pesquisador Trebor Scholz, diretor do Institute for the Cooperative Digital Economy, nesta universidade, e autor do livro "Cooperativismo de Plataforma: Contestando a Economia do Compartilhamento Corporativa". O bom é que parte das palestras e debates está disponível on-line (em inglês) para quem quiser se atualizar sobre o estado da arte dessa importante iniciativa que pode representar uma alternativa democrática concreta para o enfrentamento do novo tipo de exploração e precariedade do trabalho do capitalismo de plataforma que vem avançando a passos largos na chamada uberização do trabalho.

Trabalho de Plataforma

Está aberta até 11 de novembro a chamada de artigos da Revista Contracampo, do PPGCOM da UFF, para o dossiê Trabalho de Plataforma. 

Fairbnb – por um turismo voltado à comunidade

Imagine uma plataforma digital de hospedagem que, ao contrário do Airbnb, traga um impacto positivo para as cidades e seus moradores. Mais do que isso, que seus lucros sejam reinvestidos em projetos sociais voltados às regiões que recebem os turistas. Parece um sonho, mas já está se tornando realidade: essa é a proposta da Fairbnb, que se define como uma solução inteligente e justa para um turismo voltado à comunidade.

Economias Colaborativas depois da bolha: o pêndulo colaboração - mercado

Isso que seguimos chamando “economia colaborativa” se diversificou tanto que hoje custa pensá-la como um só movimento. Enquanto o capitalismo de plataforma cria novas formas de exploração “sem patrão”, crescem as ferramentas que ajudam a se organizar e redescobrir o valor do associativismo. E tudo isso ocorre simultaneamente, às vezes até pelos mesmos canais. Como aproveitar as tecnologias a nosso favor, usar os dados de maneira ética e potencializar a inteligência coletiva para o bem?

Gig Economy: a glamorização do trabalho precário

Para muitas pessoas a Gig Economy significa flexibilidade e autonomia, para outras precarização e insegurança. Avanço ou retrocesso, o fato é que a Economia dos Bicos, caracterizada pela oferta de serviços através de plataformas digitais, não para de crescer. Diariamente uma multidão de pessoas participa de uma grande disputa digital pelo próximo trabalho informal. Por outro lado, muitas são as pessoas que tem tentado mostrar que a autonomia traz ainda mais força quando vem acompanhada de interdependência. Coletivos como Enspiral e Coliga, que decidiram compartilhar suas redes e recursos em benefício do grupo são bons exemplos disso. 

Chamada Liinc em Revista

Está aberta, até 31 de janeiro de 2018, a chamada de artigos para a Liinc em Revista que tem como tema “Economia de plataforma e novas formas colaborativas de produção”.

As tecnologias de informação deram novo impulso e alcance à produção colaborativa. No entanto, ainda é incipiente a reflexão sobre seu potencial para o desenvolvimento sustentável, tendo em vista problemas como o desequilíbrio na apropriação do conhecimento a nível global e a existência de novas formas de privatização de conhecimentos e bens comuns.

Da chamada:

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