Cooperativismo de Plataforma

Quem é o dono do mundo?

No início deste mês de novembro, foi realizado em The New School, em New York, a conferência Who Owns the World? The State of Plataform Cooperativism (algo como: Quem é o dono do mundo? O estado atual do Cooperativismo de Plataforma). À frente do evento, o professor e pesquisador Trebor Scholz, diretor do Institute for the Cooperative Digital Economy, nesta universidade, e autor do livro "Cooperativismo de Plataforma: Contestando a Economia do Compartilhamento Corporativa". O bom é que parte das palestras e debates está disponível on-line (em inglês) para quem quiser se atualizar sobre o estado da arte dessa importante iniciativa que pode representar uma alternativa democrática concreta para o enfrentamento do novo tipo de exploração e precariedade do trabalho do capitalismo de plataforma que vem avançando a passos largos na chamada uberização do trabalho.

Trabalho de Plataforma

Está aberta até 11 de novembro a chamada de artigos da Revista Contracampo, do PPGCOM da UFF, para o dossiê Trabalho de Plataforma. 

Fairbnb – por um turismo voltado à comunidade

Imagine uma plataforma digital de hospedagem que, ao contrário do Airbnb, traga um impacto positivo para as cidades e seus moradores. Mais do que isso, que seus lucros sejam reinvestidos em projetos sociais voltados às regiões que recebem os turistas. Parece um sonho, mas já está se tornando realidade: essa é a proposta da Fairbnb, que se define como uma solução inteligente e justa para um turismo voltado à comunidade.

Economias Colaborativas depois da bolha: o pêndulo colaboração - mercado

Isso que seguimos chamando “economia colaborativa” se diversificou tanto que hoje custa pensá-la como um só movimento. Enquanto o capitalismo de plataforma cria novas formas de exploração “sem patrão”, crescem as ferramentas que ajudam a se organizar e redescobrir o valor do associativismo. E tudo isso ocorre simultaneamente, às vezes até pelos mesmos canais. Como aproveitar as tecnologias a nosso favor, usar os dados de maneira ética e potencializar a inteligência coletiva para o bem?

Gig Economy: a glamorização do trabalho precário

Para muitas pessoas a Gig Economy significa flexibilidade e autonomia, para outras precarização e insegurança. Avanço ou retrocesso, o fato é que a Economia dos Bicos, caracterizada pela oferta de serviços através de plataformas digitais, não para de crescer. Diariamente uma multidão de pessoas participa de uma grande disputa digital pelo próximo trabalho informal. Por outro lado, muitas são as pessoas que tem tentado mostrar que a autonomia traz ainda mais força quando vem acompanhada de interdependência. Coletivos como Enspiral e Coliga, que decidiram compartilhar suas redes e recursos em benefício do grupo são bons exemplos disso. 

Chamada Liinc em Revista

Está aberta, até 31 de janeiro de 2018, a chamada de artigos para a Liinc em Revista que tem como tema “Economia de plataforma e novas formas colaborativas de produção”.

As tecnologias de informação deram novo impulso e alcance à produção colaborativa. No entanto, ainda é incipiente a reflexão sobre seu potencial para o desenvolvimento sustentável, tendo em vista problemas como o desequilíbrio na apropriação do conhecimento a nível global e a existência de novas formas de privatização de conhecimentos e bens comuns.

Da chamada:

Cooperativismo de Plataforma: Os Perigos da Uberização, o bem comum como alternativa do trabalho e da vida

Trebor Scholz, 2017

O livro do artista e professor da The New School, em Nova York, Trebor Scholz acaba de ser lançado no Brasil pela editora Editora Elefante, Autonomia Literária & Fundação Rosa Luxemburgo. Scholz aponta a contradição do modelo de negócio de empresas como Uber e Airbnb, que se utiliza da noção de compartilhamento mas que na verdade extrai lucro de seus chamados “parceiros” sem oferecer quase nada em troca. Leitura obrigatória para se entender os atuais conflitos do capitalismo na era das redes.

Economia do Compartilhamento x Cooperativismo de Plataforma

Uber e Airbnb são grandes exemplos de como os valores da colaboração e do compartilhamento estão aos poucos prevalecendo na economia, certo? Não, errado, muito pelo contrário. As duas empresas representam na verdade a grande habilidade que o capitalismo tem de se reinventar e de conseguir incorporar a “simbologia” de algo novo e disruptivo para manter as coisas exatamente como são. Ou ainda piorá-las.

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